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Alimentação
mais saudável nas escolas
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O ministro da Saúde, Agenor Álvares, em parceria
com o ministro da Educação, Fernando Haddad,
assinou uma nova portaria que institui diretrizes para a
promoção da alimentação saudável
nas escolas de educação infantil, ensino fundamental
e nível médio das redes pública e privada
no Brasil. O documento prevê incentivo ao desenvolvimento
de ações que promovam e garantam a adoção
de práticas alimentares mais saudáveis no
ambiente escolar.
Com os hábitos da vida moderna,
a população brasileira passou a consumir mais
alimentos com muita gordura, sal, açúcar e,
principalmente, produtos industrializados. A partir dessas
mudanças, as doenças crônicas não
transmissíveis, como, por exemplo, obesidade, hipertensão
e diabetes, são cada vez mais comuns entre crianças
e adolescentes. O Ministério da Saúde acredita
que a alimentação nas escolas pode e deve
ter função pedagógica.
A nova portaria interministerial traz
medidas para transformar o ambiente escolar em um espaço
de valorização da cultura alimentar, permitindo
a oferta de alimentos mais saudáveis e propiciando
que crianças e jovens façam escolhas alimentares
mais adequadas.
"As escolhas alimentares nessa faixa
de idade não devem ser tratadas como simples questão
de preferência ou hábito", diz a coordenadora
da Política Nacional de Alimentação
e Nutrição, Ana Beatriz Vasconcellos. As crianças
são fortemente influenciadas pela propaganda, pela
promoção comercial e pela oferta de alimentos
não saudáveis que muitas vezes é única
opção alimentar fornecida pelas cantinas e
outros serviços que funcionam dentro da escola.
"Promover a alimentação
saudável nas escolas é estratégico
para melhorar o perfil nutricional das crianças e
adolescentes brasileiros", afirma Ana Beatriz. O principal
objetivo da medida é propiciar uma mudança
nos hábitos alimentares das crianças, criando
condições para aumentar o consumo de frutas,
legumes e verduras e restringir o consumo de refrigerantes
e alimentos com alto teor de açúcar, gordura
e sal, como frituras, salgadinhos em pacote e outros.
A expectativa é de que essa portaria
sensibilize e estimule estados e municípios a desenvolverem
estratégias de promoção da alimentação
saudável, de acordo com a suas especificidades. Estados
como Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito
Federal já desenvolvem trabalhos nessa linha, tendo
inclusive legislação sobre a restrição
de comercialização de alimentos com alto teor
de açúcar, gordura e sal.
As diretrizes descritas na Portaria 1.010
orientam, por exemplo, a produção de hortas
escolares envolvendo os alunos e a utilização
dos alimentos produzidos na alimentação oferecida
pela escola. "É muito importante também
que as famílias saibam da importância de sua
participação nesse processo", alerta
Ana Beatriz.
As escolas também devem incorporar
o tema alimentação saudável no projeto
político pedagógico propiciando experiências
no cotidiano das atividades curriculares.
O Ministério da Saúde e
o Ministério da Educação estão
trabalhando para fornecer materiais de apoio voltados a
profissionais que atuem junto à comunidade escolar,
capacitar os profissionais para a implantação,
acompanhamento e avaliação de ações
e articular parcerias com outras instâncias para o
monitoramento das medidas e cumprimento das diretrizes previstas
na portaria. Os conselhos locais de saúde, de alimentação
escolar e de segurança alimentar e nutricional são
parceiros importantes no acompanhamento e controle das medidas
propostas pelo documento.
mais informações, visite:
http://www.saude.gov.br/
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Fonte: SCS
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