Alguns colégios promovem
campanhas e adotam cardápio saudável
na cantina
Antes mesmo do projeto de lei que
proíbe a venda de certos alimentos nas escolas,
muitas instituições já têm
a preocupação com a alimentação
saudável. Uma tarefa que deve começar
com os alunos pequenos. No Santa Dorotéia,
o projeto Saúde É Vida" mobiliza
crianças de 2 a 7 anos. Na merenda, nada de
chips, refrigerante ou biscoitos. Os pais mandam sucos,
bolo feito em casa, polenguinho, iogurte e frutas.
E o que é melhor: a meninada
tem consciência de estar consumindo opções
saudáveis. "Não queremos proibir,
mas conscientizar da importância de comer alimentos
saudáveis", afirma Marli Araújo,
supervisora pedagógica da educação
infantil e 1º ano do colégio. Para entender
o que cada há de bom em cada alimento, são
realizadas discussões dentro da sala, pesquisas,
além de eventos paralelos que incentivam o
hábito, como o dia da fruta, em que um coleguinha
leva uma bandeja com frutas para compartilhar com
a turma. Eles também cultivam, na escola, uma
horta com feijão e alface.
Para os alunos maiores, a cantina
tem duas opções. Não há
fritura, mas salgados assados, tortinha de chocolate
e balas. Para quem prefere as versões saudáveis,
a nutricionista Gabriela de Souza oferece frutas,
suco natural e refrescos, entre outros.
Coloridos
Outro bom exemplo é do Colégio
Santo Agostinho, em que uma nutricionista garante
a oferta de opções saudáveis
com estratégias para incentivar o consumo.
"Foi preciso aumentar a oferta de lanches saudáveis,
coloridos, que fossem atraentes visualmente, como
por exemplo, sanduíches naturais bem decorados",
afirma Valéria Soares Pinto, coordenadora Pró-Aluno
do colégio.
Martha Fonseca Paschoa, nutricionista
e diretora técnica da Comer e aprender, ressalta
a importância das cantinas considerarem a característica
nutricional de cada alimento oferecido. "A lei
sozinha não faz milagres, as pessoas que administram
as cantinas não têm esse conhecimento
técnico", aponta Martha. Ela ressalta
que não adianta trocar os salgadinhos fritos
por assados, que têm massa podre ou folheada,
como quiche e croissant. Os sucos industrializados
também merecem atenção, pois
alguns têm excesso de açúcar.
Martha explica que o alimento saudável
para o lanche dentro da escola deveria ser rico em
carboidratos, pobre em proteína e gordura.
"O lanche é uma quarta refeição
- tem que tomar café da manhã, almoçar
e jantar - para manter os índices glicêmicos
estáveis e não prejudicar o rendimento",
afirma.
O incentivo ao lanche saudável
é justificado com o risco de doenças
que são causadas pela má alimentação.
Ann Kristine Jansen, professora de nutrição
da UFMG, lembra que comer alimentos não saudáveis
não significa que irá ficar doente no
dia seguinte. Aos poucos, as gorduras e excessos de
açúcar causam alteração
do organismo. Podem resultar em colesterol e triglicérides
elevados, obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão
arterial e ainda alguns tipos de câncer. "Se
a quantidade for elevada, os problemas podem surgir
em curto prazo", afirma.
Fonte: Jorna Ppampulha
|
|
|
 |