CONTATOS: 3045-9845 / 2537-0244 (Clínica) e 3742-3022 (Consultoria)
 

1.
Cantina x Serviço de Alimentação e Nutrição. Quais são as diferenças?
2.
Como devo avaliar a cantina da minha escola?
3.
Qual é a função do nutricionista na escola?
4.
Basta a contratação de um nutricionista a fim de se ter um Serviço de Alimentação e Nutrição?
5.
Qual é o papel da escola na qualidade da alimentação das crianças e dos adolescentes?
6.
Por que o lanche escolar é tão importante para a saúde dos meus alunos? Afinal é só um lanchinho no meio do período matutino ou vespertino.
7.
Como está a situação das cantinas nas escolas privadas?
8.
Qual é o custo do projeto oferecido pela Comer e Aprender?
9.
Na minha escola temos kits-lanche e não vendemos guloseimas (salgadinhos, refrigerantes, etc), isto não torna a minha cantina saudável?
10.
Como é a alimentação das crianças e dos adolescentes que freqüentam as escolas? Quantos são gordos ou magros?
11.
A Comer e Aprender faz projetos de consultoria?
12.
Que tamanho de escola a Comer e Aprender está preparada para assumir?
 
1. Cantina x Serviço de Alimentação e Nutrição. Quais são as diferenças?
Alimentação e nutrição apresentam conceitos diferentes. Freqüentemente eles são confundidos porque a alimentação e a nutrição estão diretamente ligadas.
A alimentação é a etapa de escolha, preparo e ingestão de alimentos. É um ato voluntário que depende da vontade do indivíduo bem como disponibilidade do alimento.
A nutrição começa com a ingestão do alimento e se estende à sua utilização pelo organismo. É um ato involuntário que vai se iniciar com a introdução do alimento no aparelho digestório.

O Serviço de Alimentação e Nutrição deve enfocar basicamente dois aspectos:
- Quantitativo, que se refere à disponibilidade de alimentos para atender aos alunos.
- Qualitativo, que se refere à qualidade dos alimentos que estarão disponíveis para os alunos. Essa qualidade deve ser vista sob vários aspectos: nutricional, organoléptica*, higiênico-sanitária, operacional e conceitual.
*organoléptica – apreciação sensorial (cor, aroma e sabor).
Portanto, nem sempre uma cantina é um Serviço de Alimentação e Nutrição.
Segundo os conceitos apresentados acima conclui-se que muitas cantinas se preocupam apenas com o aspecto quantitativo e alguns aspectos qualitativos, como a qualidade organoléptica e operacional dos alimentos. Ignorar aspectos qualitativos como a qualidade nutricional, higiênico-sanitária e conceitual é muito perigoso para a saúde dos alunos. Essa atitude da escola pode levar a conseqüências sérias a curto prazo (p. ex.: mal estar, dor de cabeça, desmaios, diminuição do rendimento escolar, etc), ou a longo prazo (p. ex.: obesidade, desnutrição, hipertensão arterial, dislipidemias, distúrbios coronários, anemia, diabetes, etc).

2. Como devo avaliar a cantina da minha escola?
Qualquer refeição ou lanche oferecido ao consumo deve estar seguro sob o ponto de vista higiênico–sanitário, de forma a garantir a manutenção da saúde do consumidor.
Para se conseguir um elevado padrão de qualidade na elaboração de produtos alimentícios, tornam-se necessárias a confecção e a aplicação de um manual de boas práticas e procedimentos operacionais padronizados na produção e na distribuição de alimentos.
Esses documentos somente podem ser desenvolvidos pelo nutricionista e devem ter como base as legislações municipais, estaduais e federais atualizadas, divulgadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Além disso, o diretor e/ou mantenedor precisam ter respostas para algumas perguntas básicas que vão indicar a existência ou não de programas nutricionais:1. Qual é o diagnóstico nutricional de meus alunos, ou seja, quantos são gordos, magros? Como está a realidade da minha escola com relação à tendência atual da obesidade e doenças associadas à má alimentação e nutrição?2. Quais são os alimentos vendidos pela cantina da minha escola? Como é a preparação destes alimentos? Quais os cuidados técnicos com estas preparações? Estes alimentos são comprovadamente (testes técnicos laboratorias aprovam) seguros?3. Qual é o hábito alimentar dos meus alunos? Qual é a tendência de consumo? Estes hábitos são avaliados como saudáveis? Se sim, o são do ponto de vista técnico ou a partir do “achômetro”?4. Quais anos, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, trabalham o tema Alimentação e Nutrição e em qual periodicidade? O conteúdo faz parte do currículo? Quem desenvolve estas atividades tem conhecimento técnico para fazê-lo? Esta periodicidade é suficiente para formar hábitos saudáveis e, conseqüentemente, indivíduos sãos? Os ensinamentos têm continuidade através do exemplo diário no que é servido na lanchonete ou lanche?5. O responsável pela minha cantina é um profissional da saúde? Se sim, qual a formação e especialização? Como você consegue avaliar a qualidade do serviço prestado por este profissional? Você acredita que a satisfação com a qualidade sensorial da comida ou a aparência limpa do ambiente são atestados de qualidade dos serviços prestados?6. Quais são os problemas de saúde, relacionados à alimentação, mais freqüentes nos meus alunos? Eles estão crescendo e se desenvolvendo adequadamente? Como controlar? Que ações são realmente eficazes para controlar? Como educar para bons hábitos que se estendam para o ambiente extra-escolar a fim de garantir a saúde dos alunos? Quanto estes problemas influenciam no aproveitamento escolar do aluno? Quanto estes problemas geram de custos diretos e indiretos à escola?

3. Qual é a função do nutricionista na escola?
Como qualquer outra profissão o nutricionista possui atividades privativas. São atividades privativas do nutricionista, segundo Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1.991 (DOU 18/09/1991):
I - direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição;
II - planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição;
III - planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos dietéticos;
IV - ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição;
V - ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins;
VI - auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética;
VII - assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética;
VIII - assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.
Segundo a Resolução CFN nº 380/2005, que dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições por área, com referência de parâmetros numéricos:ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na Alimentação Escolar, planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação e nutrição. Realizar assistência e educação nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou enfermos em instituições públicas ou privadas.Para realizar essas atribuições, no âmbito da Alimentação Escolar na rede privada de ensino, o nutricionista deverá desenvolver as seguintes atividades obrigatórias:
1. Calcular os parâmetros nutricionais para atendimento da clientela com base nas recomendações nutricionais, avaliação nutricional e necessidades nutricionais específicas;
2. Programar, elaborar e avaliar os cardápios, adequando-os às faixas etárias e perfil epidemiológico da população atendida, respeitando os hábitos alimentares;
3. Planejar, orientar e supervisionar as atividades de seleção, compra, armazenamento, produção e distribuição dos alimentos, zelando pela qualidade dos produtos, observadas as boas práticas higiênicas e sanitárias;
4. Identificar crianças portadoras de patologias e deficiências associadas à nutrição, para o atendimento nutricional adequado;
5. Planejar e supervisionar a execução da adequação de instalações físicas, equipamentos e utensílios, de acordo com as inovações tecnológicas;
6. Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos dotados para o desenvolvimento das atribuições;
7. Elaborar e implantar o Manual de Boas Práticas, avaliando e atualizando os procedimentos operacionais padronizados sempre que necessário;
8. Desenvolver projetos de educação alimentar e nutricional para a comunidade escolar, inclusive promovendo a consciência social, ecológica e ambiental;
9. Coordenar o desenvolvimento de receituários e respectivas fichas técnicas, avaliando periodicamente as preparações culinárias;
10. Planejar, implantar, coordenar e supervisionar as atividades de pré-preparo, preparo, distribuição e transporte de refeições/preparações culinárias;
11. Colaborar e/ou participar das ações relativas ao diagnóstico, avaliação e monitoramento nutricional do escolar;
12. Efetuar controle periódico dos trabalhos executados;
13. Colaborar com as autoridades de fiscalização profissional e/ou sanitária;Ficam definidas como atividades complementares do nutricionista, no âmbito da Alimentação Escolar na rede privada de ensino:
1. Coordenar, supervisionar e executar programas de educação permanente em alimentação e nutrição para a comunidade escolar;
2. Articular-se com a direção e com a coordenação pedagógica da escola para o planejamento de atividades lúdicas com o conteúdo de alimentação e nutrição;
3. Participar da definição do perfil, do dimensionamento, do recrutamento, da seleção e capacitação dos colaboradores da UAN. Para a capacitação específica de manipuladores de alimentos, deverá ser observada a legislação sanitária vigente;
4. Participar em equipes multidisciplinares destinadas a planejar, implementar, controlar e executar cursos, pesquisas e eventos voltados para a promoção da saúde;
5. Realizar e divulgar estudos e pesquisas relacionados à sua área de atuação, promovendo o intercâmbio técnico-científico;
6. Avaliar rendimento e custo das refeições/preparações culinárias;
7. Prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria na área;
8. Participar do planejamento e execução de programas de treinamento, estágios para alunos de nutrição e educação continuada para profissionais de saúde, desde que sejam preservadas as atribuições privativas do nutricionista.



4 . Basta a contratação de um nutricionista a fim de se ter um Serviço de Alimentação e Nutrição?
É o mesmo que fazer a seguinte pergunta para o diretor da escola: “basta contratar um professor para manter a minha escola em funcionamento adequado?”

5. Qual é o papel da escola na qualidade da alimentação das crianças e dos adolescentes?
A educação escolar tem por objetivo a formação do homem e não é possível formar um ser humano sem se preocupar com alimentação e nutrição adequadas.É importante trabalhar o tema alimentação e nutrição nas escolas tendo em vista o papel da alimentação na prevenção de doenças e na manutenção da qualidade de vida. As escolas devem oferecer alimentação equilibrada e orientar seus alunos para a prática de bons hábitos alimentares, pois o aluno bem alimentado:• Tem maior aproveitamento escolar• Tem o equilíbrio necessário para seu crescimento e desenvolvimento• Mantém as defesas necessárias para uma boa saúde.Além disso, o lanche escolar representa o consumo de alimentos fora do âmbito familiar, circunstância que o remete ao plano do “novo”. Se a esse aspecto de novidade se associar a idéia de que o que é oferecido na escola é o correto, não há como deixar de reconhecer a importância que a ótima qualidade nutricional assume na elaboração da alimentação do escolar.Um programa sério de educação nutricional, faz o caminho da escola para a casa dos alunos, influenciando os seus hábitos e os de sua família. Desta forma, os pais conseguem enxergar ainda mais a atuação da escola na formação dos seus filhos não só nas matérias curriculares, mas como indivíduos. Isto os deixa felizes.

6. Por que o lanche escolar é tão importante para a saúde dos meus alunos? Afinal é só um lanchinho no meio do período matutino ou vespertino?Até bem pouco tempo, as refeições obedeciam a um padrão longamente estabelecido. Café da manhã, almoço e jantar constituíam as ocasiões por excelência para o consumo de alimentos. Lanches significavam apenas episódios circunstanciais, menores e menos estruturados, no hábito regular de comer. Hoje essa idéia mudou com o conceito da quarta refeição, que vem ganhando importância cada vez maior.
Um padrão alimentar baseado em quatro refeições, com a quarta refeição (lanche da manhã ou da tarde) à base de carboidratos (biscoitos não recheados, pães, bolo ou cereal matinal) acompanhados de fruta, ou suco de fruta, e de leite, ou derivado do leite, resulta em uma dieta com maior teor de carboidratos e menor teor lipídico, colaborando para o melhor controle do peso corporal. De fato, a qualidade nutricional do lanche é um fator de grande relevância. No entanto, o hábito já tradicional de refeições intermediárias, particularmente presente em crianças, adolescentes e adultos jovens, está muitas vezes associado a alimentos tipicamente consumidos como “snacks”, produtos com grandes quantidades de gordura e/ou açúcar. Distanciando-se desse conceito, a quarta refeição é por definição um lanche equilibrado, saudável e estruturado.E por que quarta refeição?Porque quatro refeições é o mínimo recomendado para se fracionar a dieta, no intuito de se buscar o fracionamento ideal de seis refeições ao dia. O total de calorias a serem ingeridas ao longo do dia deve ser distribuído nas refeições e nos lanches intermediários da seguinte forma:Café da manhã: 15%
Lanche da manhã: 10%
Almoço: 35%
Lanche da tarde: 15%
Jantar: 25%

Distribuição das calorias diárias em 5 refeições


Refeição
% das calorias
1-3 anos (kcal/refeição)
4-6 anos (kcal/refeição)
7-10 anos(kcal/refeição)
Café da manhã
15% a 20%
195 – 260
270 – 360
300 – 400
Lanche da manhã
5% a 10%
65 – 130
90 – 180
100 – 200
Almoço
30% a 35%
390 – 455
540 – 630
600 – 700
Lanche da tarde
10% a 15%
130 – 195
180 – 270
200 – 300
Jantar
25% a 35%
325 - 390
450 - 540
500 - 600

O lanche é importante porque permite uma melhor distribuição das necessidades calóricas e de nutrientes da criança e do adolescente, o que é essencial para sua vitalidade e disposição. Intervalos regulares de 2 a 3 horas entre refeições e lanches parecem ser o ideal para manter constantes os níveis de glicemia, sem grandes oscilações, permitindo que as funções orgânicas sejam otimizadas sem lançar mão de mecanismos de defesa. Nessas condições, o metabolismo encontra o equilíbrio desejado para ajustar a produção de neurotransmissores, insulina, lipoproteínas, ajuste que reverte em melhor disposição para as atividades diárias, maior capacidade cognitiva, controle da saciedade e prevenção de doenças crônicas da vida adulta.Não se pode esquecer também que, muitas vezes, o lanche escolar é a primeira refeição do dia para muitas crianças, que saem de casa praticamente em jejum e, por que não, a primeira refeição balanceada, quer seja feita pela manhã, quer no período da tarde.

7. Como está a situação das cantinas nas escolas privadas?

Conforme divulgou a revista Educação em abril de 2002 precisamos mudar a realidade de cantinas “FEIAS, SUJAS E MALVADAS”.
Analisando esse título, conclui-se que muitas cantinas resolvem a parte “feia”, com obras mirabolantes e projetos arquitetônicos de última geração, esquecendo-se dos outros ítens como “sujeira” e “malvadas”. Uma boa maquiagem é capaz de fazer milagres e parecer que os alunos estão seguros. Porém, é bom lembrar que a sujeira perigosa não aparece. O que parece “limpinho” para o leigo, nem sempre é quando analisado sob o ponto de vista técnico. Portanto, bem mais difícil de resolver é o “sujas”. E se não estão limpas de acordo com as normas e procedimentos estabelecidos por profissionais qualificados, passam a ser “malvadas”. “Malvadas” porque devolvem aos pais crianças com péssimos hábitos alimentares e formam indivíduos que dificilmente se manterão saudáveis por muito tempo.

As cantinas podem ser administradas pela própria escola (autogestão) ou podem ser terceirizadas. Independentemente desta condição, cantinas, escolas e autoridades de ensino não podem negligenciar a qualidade da alimentação oferecida, pois é na escola que as crianças e os adolescentes passam pelo menos cinco horas por dia, e, o que eles comem durante esse período pode não só comprometer o rendimento nas aulas, como também trazer prejuízos ao seu crescimento, influenciando sua saúde para o resto da vida.Diante disso, muitas escolas já reformularam suas cantinas com o objetivo de melhorar os hábitos alimentares dos alunos e, conseqüentemente, aumentar a qualidade de vida, sem contar com a força do exemplo.É importante ressaltar que a cantina escolar não pode ser tratada apenas sob o ponto de vista comercial. As crianças precisam voltar para casa como se estivessem sido alimentadas pelas suas próprias mães. Isso porque, atualmente, muitas famílias não conseguem desempenhar esse papel, por vários motivos, e a escola precisa oferecer educação e alimentação balanceada.Por isso precisamos mudar essa realidade de cantinas sujas, com pessoal mal treinado, vendendo somente salgadinhos e sanduíches gordurosos, refrigerantes, guloseimas, desvalorizando o que é saudável.



8. Qual é o custo do projeto oferecido pela Comer e Aprender?
Como todo projeto é individualizado, a Comer e Aprender terá uma solução para cada escola. Daí, a importância de uma visita pessoal da nossa equipe técnica.
Demonstraremos como o trabalho da Comer e Aprender levará saúde e educação nutricional para seus alunos, agregando assim valor à escola e dotando-a de mais um diferencial a um custo bastante interessante.
Para a verificação das necessidades reais e do estado atual do serviço prestado, é recomendável uma consultoria para o diagnóstico do serviço de alimentação e nutrição da sua escola, incluindo a cantina e seus aspectos técnicos e comerciais, lanches oferecidos às crianças, e ações de educação que são realizadas. Este diagnóstico é recomendável especialmente nos casos em que você tenha empresas ou profissionais atuando nestas áreas dentro da escola, a fim de dar subsídios para avaliar tecnicamente o trabalho deles, já que isto é difícil para pessoas que não detêm conhecimento da área. O diagnóstico será eficaz em:
• Separar cantinas que parecem “limpinhas” aos olhos dos leigos, de cantinas realmente limpas do ponto de vista higiênico-sanitário, de acordo com as Leis e normas técnicas.
• Verificar se os procedimentos estão de acordo com a legislação vigente, e se a escola está sujeita a sanções da lei devido a problemas verificados.
• Averiguar os hábitos que estão sendo estimulados aos alunos através dos exemplos dados pela escola na figura da cantina ou do fornecedor de lanches
• Conferir se os cardápios fornecidos como balanceados e adequados cumprem com a promessa que fazem. Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar se os cardápios respeitam as faixas etárias e tratam cada aluno como único, personalizando o atendimento. Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar a qualidade das ações educacionais realizadas, assim como o resultado que tem sido obtido com elas.
• Verificar o peso para a cantina: qualidade x lucro, saúde x lucro
• Verificar se a qualidade geral dos serviços prestados dá segurança suficiente à escola para utilizá-los como ferramenta de marketing para a conquista e manutenção de alunos.
• Realizar diagnóstico populacional da escola e acompanhamento periódico de diagnóstico, além de apontar as tendências que eles demonstram.Cabe ressaltar que este diagnóstico não significa compromisso algum em adquirir outros serviços da Comer e Aprender.



9. Na minha escola temos kits-lanche e não vendemos guloseimas (salgadinhos, refrigerantes, etc). Isto não torna a minha cantina saudável?
Vale ressaltar que substituir os alimentos oferecidos na cantina não é o suficiente para estabelecer práticas alimentares e padrões de atividade física saudáveis. Deve haver um conjunto de ações: aulas sobre saúde (currículo), aulas de educação física, programas de orientação pedagógica, programas de saúde para professores e funcionários, interação entre a comunidade e a família, serviços de saúde escolar e de alimentação do escolar, e, por fim, seleção criteriosa dos alimentos oferecidos na cantina. Além disso, muitas vezes não sabemos avaliar se as substituições realizadas na cantina estão adequadas. Por exemplo, não surte efeito positivo tirar da venda uma coxinha que em 100g de produto apresenta 17,5g de gordura total e oferecer em seu lugar um croissant, que em 100g tem 17g de gordura total, ou uma quiche, que em 100g de produto tem 19g de gordura total. Cabe lembrar que ainda não há a análise dos outros macronutrientes e micronutrientes que compõem os alimentos dos exemplos.

Abaixo, veja o quadro comparativo:
Produto
Quantidade (em gramas) de gordura total em 100g de produto
Coxinha
17,5g
Croissant
17,0g
Quiche
19,0g
Pastel assado
de 7,0g a 14,0g*
*Dependendo da quantidade e tipo de gordura que se utiliza na massa.

Com relação ao kit-lanche acontece a mesma coisa. Talvez para uma pessoa que não domine a ciência da nutrição ele possa parecer balanceado, mas muitas vezes não o é.

Abaixo, um exemplo:
Primeiro Exemplo
Segundo Exemplo
Água de coco
Biscoito salgado
Bolo brigadeiro
Brigadeiro
Queijo tipo mussarela (nozinho)
Suco de laranja

Fica difícil dizer qual é o mais saudável. Porém, fornecendo alguns dados básicos conseguiremos avaliar:
No primeiro exemplo temos 51,00% de gordura total e 25,37% de gordura saturada.
Já o segundo exemplo apresenta 24,00% de gordura total e 7,49% de gordura saturada.

Portanto, qual é o lanche mais saudável? O segundo exemplo.
Conclui-se que devido ao não conhecimento da nutrição podemos estar fornecendo o dobro ou triplo do que é necessário ao aluno. Isso, multiplicado pelos anos que ele passa na escola, gera um enorme estrago na saúde dessas crianças e adolescentes. E o pior: isto é feito sem percebermos.



10. Como é a alimentação das crianças e dos adolescentes que freqüentam as escolas? Quantos são gordos ou magros?
As crianças brasileiras vêm, há muitos anos, modificando o seu padrão alimentar. Porém, o que infelizmente se observa é um aumento no consumo de alimentos densamente energéticos, como doces, salgadinhos e refrigerantes.
O lado menos saboroso da história é que esse tipo de consumo pode gerar, a médio ou longo prazo, uma série de problemas para a saúde.
Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que doenças crônicas, tais como diabetes, obesidade, câncer, bem como moléstias cardiovasculares e respiratórias, aparecem como a principal causa de mortalidade e de incapacidade no mundo, sendo responsáveis por 59% dos 56,5 milhões de óbitos anuais.
Segundo os pesquisadores, uma mudança nos hábitos alimentares já resultaria num impulso substancial para a redução de tais taxas.
Em nosso país, o ambiente escolar, a começar pelo serviço da cantina, tem participação fundamental no aumento do número de crianças obesas.
Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) indicam que a obesidade infantil dobrou nos últimos dez anos. A taxa atinge hoje mais de 5 milhões de crianças, o equivalente a 15% da população brasileira inserida nessa faixa etária.
Estudos realizados em algumas cidades brasileiras mostram que o sobrepeso e a obesidade já atingem 30% ou mais das crianças e adolescentes, como em Recife, alcançando 35% dos escolares avaliados. O trabalho de Leão et al. Mostrou uma prevalência de 15,8% de obesidade em 387 escolas de Salvador, sendo que esta foi siginificativamente maior nas escolas particulares (30%) em relação as públicas (8,2%). Dados semelhantes podem ser verificados em um estudo realizado por Fisberg e equipe na cidade de Santos, estado de São Paulo, com toda a população (10821) de escolares da rede pública e privada, de 7 a 10 anos de idade, em que 15,7% e 18,0% apresentavam sobrepeso e obesidade, respectivamente, sendo que os maiores índices apareciam em escolares de instituições privadas.



11. A Comer e Aprender faz projetos de consultoria por tempo determinado?
A Comer e Aprender não é uma empresa voltada exclusivamente ao fornecimento de alimentação equilibrada. Aliado a este fornecimento, nosso objetivo é sempre extrair destas ocasiões oportunidades de educação e formação de hábitos alimentares saudáveis.
Por acreditar que a educação não se faz com uma ou duas palestras ao ano para pais ou alunos, e sim através das ações do dia-a-dia e da força do exemplo, nosso foco principal é realizar projetos abrangentes.
Contudo, antes de realizar estes projetos, precisamos de um diagnóstico que demonstre os problemas a enfrentar, e as necessidades atuais da escola.
Para a verificação das necessidades reais e do estado atual do serviço prestado, é recomendável uma consultoria para o diagnóstico do serviço de alimentação e nutrição da sua escola, incluindo a cantina e seus aspectos técnicos e comerciais, lanches oferecidos às crianças, e ações de educação que são realizadas. Este diagnóstico é recomendável especialmente nos casos em que você tenha empresas ou profissionais atuando nestas áreas dentro da escola, a fim de dar subsídios para avaliar tecnicamente o trabalho deles, já que isto é difícil para pessoas que não detêm conhecimento da área. O diagnóstico será eficaz em:
• Separar cantinas que parecem “limpinhas” aos olhos dos leigos, de cantinas realmente limpas do ponto de vista higiênico-sanitário, de acordo com as Leis e normas técnicas.
• Verificar se os procedimentos estão de acordo com a legislação vigente, e se a escola está sujeita a sanções da lei devido a problemas verificados.
• Averiguar os hábitos que estão sendo estimulados aos alunos através dos exemplos dados pela escola na figura da cantina ou do fornecedor de lanches
• Certificar se os cardápios fornecidos como balanceados e adequados cumprem com a promessa que fazem. Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar se os cardápios respeitam as faixas etárias e tratam cada aluno como único, personalizando o atendimento. Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar a qualidade das ações educacionais realizadas, assim como o resultado que tem sido obtido com elas.
• Verifica o peso para a cantina: qualidade x lucro, saúde x lucro
• Verificar se a qualidade geral dos serviços prestados dá segurança suficiente à escola para utilizá-los como ferramenta de marketing para a conquista e manutenção de alunos.
• Realizar diagnóstico populacional da escola e acompanhamento periódico de diagnóstico, além de apontar as tendências.
Cabe ressaltar que este diagnóstico não significa compromisso algum em adquirir outros serviços da Comer e Aprender. Porém, no caso de assumirmos os serviços da escola, a consultoria é gratuita.



12. Que tamanho de escola a Comer e Aprender está preparada para assumir?
A experiência dos gestores da Comer e Aprender permite assumir qualquer tamanho de escola, a partir de 200 alunos, tanto do ponto de vista técnico, como gerencial ou financeiro. Todos os trabalhos realizados tiveram resultados positivos sobre a educação dos alunos, seus hábitos alimentares e sua condição de saúde, em escolas com 200 alunos ou em colégios com mais de 5.000 alunos, em uma única unidade ou em várias.



Rua Joaquim Floriano‚ 533 – Cj 1403 – Itaim Bibi – 04534 – 011 – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3045-9845
Rua José Feliciano‚ 5A – Vila Mascote – 04362-040 – São Paulo – SP – Tels.: (11) 2537-0244 / 2537-2144
Contato para Consultoria – Tel.: (11) 3742-3022