1.
Cantina x Serviço de Alimentação e
Nutrição. Quais são as diferenças?
Alimentação
e nutrição apresentam conceitos diferentes.
Freqüentemente eles são confundidos porque a
alimentação e a nutrição estão
diretamente ligadas.
A alimentação é a etapa de escolha,
preparo e ingestão de alimentos. É um ato
voluntário que depende da vontade do indivíduo
bem como disponibilidade do alimento.
A nutrição começa com a ingestão
do alimento e se estende à sua utilização
pelo organismo. É um ato involuntário que
vai se iniciar com a introdução do alimento
no aparelho digestório.
O Serviço de Alimentação e Nutrição
deve enfocar basicamente dois aspectos:
- Quantitativo, que se refere à disponibilidade de
alimentos para atender aos alunos.
- Qualitativo, que se refere à qualidade dos alimentos
que estarão disponíveis para os alunos. Essa
qualidade deve ser vista sob vários aspectos: nutricional,
organoléptica*, higiênico-sanitária,
operacional e conceitual.
*organoléptica – apreciação sensorial
(cor, aroma e sabor).
Portanto, nem sempre uma cantina é um Serviço
de Alimentação e Nutrição.
Segundo os conceitos apresentados acima conclui-se que muitas
cantinas se preocupam apenas com o aspecto quantitativo
e alguns aspectos qualitativos, como a qualidade organoléptica
e operacional dos alimentos. Ignorar aspectos qualitativos
como a qualidade nutricional, higiênico-sanitária
e conceitual é muito perigoso para a saúde
dos alunos. Essa atitude da escola pode levar a conseqüências
sérias a curto prazo (p. ex.: mal estar, dor de cabeça,
desmaios, diminuição do rendimento escolar,
etc), ou a longo prazo (p. ex.: obesidade, desnutrição,
hipertensão arterial, dislipidemias, distúrbios
coronários, anemia, diabetes, etc).
2. Como devo avaliar a cantina da minha escola?
Qualquer refeição ou lanche oferecido
ao consumo deve estar seguro sob o ponto de vista higiênico–sanitário,
de forma a garantir a manutenção da saúde
do consumidor.
Para se conseguir um elevado padrão de qualidade
na elaboração de produtos alimentícios,
tornam-se necessárias a confecção e
a aplicação de um manual de boas práticas
e procedimentos operacionais padronizados na produção
e na distribuição de alimentos.
Esses documentos somente podem ser desenvolvidos pelo nutricionista
e devem ter como base as legislações municipais,
estaduais e federais atualizadas, divulgadas pela ANVISA
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Além disso, o diretor e/ou mantenedor precisam ter
respostas para algumas perguntas básicas que vão
indicar a existência ou não de programas nutricionais:1.
Qual é o diagnóstico nutricional de meus alunos,
ou seja, quantos são gordos, magros? Como está
a realidade da minha escola com relação à
tendência atual da obesidade e doenças associadas
à má alimentação e nutrição?2.
Quais são os alimentos vendidos pela cantina da minha
escola? Como é a preparação destes
alimentos? Quais os cuidados técnicos com estas preparações?
Estes alimentos são comprovadamente (testes técnicos
laboratorias aprovam) seguros?3. Qual é o hábito
alimentar dos meus alunos? Qual é a tendência
de consumo? Estes hábitos são avaliados como
saudáveis? Se sim, o são do ponto de vista
técnico ou a partir do “achômetro”?4.
Quais anos, desde a Educação Infantil até
o Ensino Médio, trabalham o tema Alimentação
e Nutrição e em qual periodicidade? O conteúdo
faz parte do currículo? Quem desenvolve estas atividades
tem conhecimento técnico para fazê-lo? Esta
periodicidade é suficiente para formar hábitos
saudáveis e, conseqüentemente, indivíduos
sãos? Os ensinamentos têm continuidade através
do exemplo diário no que é servido na lanchonete
ou lanche?5. O responsável pela minha cantina é
um profissional da saúde? Se sim, qual a formação
e especialização? Como você consegue
avaliar a qualidade do serviço prestado por este
profissional? Você acredita que a satisfação
com a qualidade sensorial da comida ou a aparência
limpa do ambiente são atestados de qualidade dos
serviços prestados?6. Quais são os problemas
de saúde, relacionados à alimentação,
mais freqüentes nos meus alunos? Eles estão
crescendo e se desenvolvendo adequadamente? Como controlar?
Que ações são realmente eficazes para
controlar? Como educar para bons hábitos que se estendam
para o ambiente extra-escolar a fim de garantir a saúde
dos alunos? Quanto estes problemas influenciam no aproveitamento
escolar do aluno? Quanto estes problemas geram de custos
diretos e indiretos à escola?
3. Qual é a função do nutricionista
na escola?
Como qualquer outra profissão o nutricionista
possui atividades privativas. São atividades privativas
do nutricionista, segundo Lei nº 8.234, de 17 de setembro
de 1.991 (DOU 18/09/1991):
I - direção, coordenação e supervisão
de cursos de graduação em nutrição;
II - planejamento, organização, direção,
supervisão e avaliação de serviços
de alimentação e nutrição;
III - planejamento, coordenação, supervisão
e avaliação de estudos dietéticos;
IV - ensino das matérias profissionais dos cursos
de graduação em nutrição;
V - ensino das disciplinas de nutrição e alimentação
nos cursos de graduação da área de
saúde e outras afins;
VI - auditoria, consultoria e assessoria em nutrição
e dietética;
VII - assistência e educação nutricional
a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos,
em instituições públicas e privadas
e em consultório de nutrição e dietética;
VIII - assistência dietoterápica hospitalar,
ambulatorial e a nível de consultórios de
nutrição e dietética, prescrevendo,
planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas
para enfermos.
Segundo a Resolução CFN nº 380/2005,
que dispõe sobre a definição das áreas
de atuação do nutricionista e suas atribuições
por área, com referência de parâmetros
numéricos:ALIMENTAÇÃO ESCOLAR –
Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições
na Alimentação Escolar, planejar, organizar,
dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação
e nutrição. Realizar assistência e educação
nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou
enfermos em instituições públicas ou
privadas.Para realizar essas atribuições,
no âmbito da Alimentação Escolar na
rede privada de ensino, o nutricionista deverá desenvolver
as seguintes atividades obrigatórias:
1. Calcular os parâmetros nutricionais para atendimento
da clientela com base nas recomendações nutricionais,
avaliação nutricional e necessidades nutricionais
específicas;
2. Programar, elaborar e avaliar os cardápios, adequando-os
às faixas etárias e perfil epidemiológico
da população atendida, respeitando os hábitos
alimentares;
3. Planejar, orientar e supervisionar as atividades de seleção,
compra, armazenamento, produção e distribuição
dos alimentos, zelando pela qualidade dos produtos, observadas
as boas práticas higiênicas e sanitárias;
4. Identificar crianças portadoras de patologias
e deficiências associadas à nutrição,
para o atendimento nutricional adequado;
5. Planejar e supervisionar a execução da
adequação de instalações físicas,
equipamentos e utensílios, de acordo com as inovações
tecnológicas;
6. Elaborar o plano de trabalho anual, contemplando os procedimentos
dotados para o desenvolvimento das atribuições;
7. Elaborar e implantar o Manual de Boas Práticas,
avaliando e atualizando os procedimentos operacionais padronizados
sempre que necessário;
8. Desenvolver projetos de educação alimentar
e nutricional para a comunidade escolar, inclusive promovendo
a consciência social, ecológica e ambiental;
9. Coordenar o desenvolvimento de receituários e
respectivas fichas técnicas, avaliando periodicamente
as preparações culinárias;
10. Planejar, implantar, coordenar e supervisionar as atividades
de pré-preparo, preparo, distribuição
e transporte de refeições/preparações
culinárias;
11. Colaborar e/ou participar das ações relativas
ao diagnóstico, avaliação e monitoramento
nutricional do escolar;
12. Efetuar controle periódico dos trabalhos executados;
13. Colaborar com as autoridades de fiscalização
profissional e/ou sanitária;Ficam definidas como
atividades complementares do nutricionista, no âmbito
da Alimentação Escolar na rede privada de
ensino:
1. Coordenar, supervisionar e executar programas de educação
permanente em alimentação e nutrição
para a comunidade escolar;
2. Articular-se com a direção e com a coordenação
pedagógica da escola para o planejamento de atividades
lúdicas com o conteúdo de alimentação
e nutrição;
3. Participar da definição do perfil, do dimensionamento,
do recrutamento, da seleção e capacitação
dos colaboradores da UAN. Para a capacitação
específica de manipuladores de alimentos, deverá
ser observada a legislação sanitária
vigente;
4. Participar em equipes multidisciplinares destinadas a
planejar, implementar, controlar e executar cursos, pesquisas
e eventos voltados para a promoção da saúde;
5. Realizar e divulgar estudos e pesquisas relacionados
à sua área de atuação, promovendo
o intercâmbio técnico-científico;
6. Avaliar rendimento e custo das refeições/preparações
culinárias;
7. Prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria
na área;
8. Participar do planejamento e execução de
programas de treinamento, estágios para alunos de
nutrição e educação continuada
para profissionais de saúde, desde que sejam preservadas
as atribuições privativas do nutricionista.

4 . Basta a contratação de um nutricionista
a fim de se ter um Serviço de Alimentação
e Nutrição?
É o mesmo que fazer a seguinte pergunta para o diretor
da escola: “basta contratar um professor para manter
a minha escola em funcionamento adequado?”
5. Qual é o papel da escola na qualidade
da alimentação das crianças e dos adolescentes?
A educação escolar tem por objetivo a formação
do homem e não é possível formar um
ser humano sem se preocupar com alimentação
e nutrição adequadas.É importante trabalhar
o tema alimentação e nutrição
nas escolas tendo em vista o papel da alimentação
na prevenção de doenças e na manutenção
da qualidade de vida. As escolas devem oferecer alimentação
equilibrada e orientar seus alunos para a prática
de bons hábitos alimentares, pois o aluno bem alimentado:•
Tem maior aproveitamento escolar• Tem o equilíbrio
necessário para seu crescimento e desenvolvimento•
Mantém as defesas necessárias para uma boa
saúde.Além disso, o lanche escolar representa
o consumo de alimentos fora do âmbito familiar, circunstância
que o remete ao plano do “novo”. Se a esse aspecto
de novidade se associar a idéia de que o que é
oferecido na escola é o correto, não há
como deixar de reconhecer a importância que a ótima
qualidade nutricional assume na elaboração
da alimentação do escolar.Um programa sério
de educação nutricional, faz o caminho da
escola para a casa dos alunos, influenciando os seus hábitos
e os de sua família. Desta forma, os pais conseguem
enxergar ainda mais a atuação da escola na
formação dos seus filhos não só
nas matérias curriculares, mas como indivíduos.
Isto os deixa felizes.
6. Por que o lanche escolar é tão
importante para a saúde dos meus alunos? Afinal é
só um lanchinho no meio do período matutino
ou vespertino?Até
bem pouco tempo, as refeições obedeciam a
um padrão longamente estabelecido. Café da
manhã, almoço e jantar constituíam
as ocasiões por excelência para o consumo de
alimentos. Lanches significavam apenas episódios
circunstanciais, menores e menos estruturados, no hábito
regular de comer. Hoje essa idéia mudou com o conceito
da quarta refeição, que vem ganhando importância
cada vez maior.
Um padrão alimentar baseado em quatro refeições,
com a quarta refeição (lanche da manhã
ou da tarde) à base de carboidratos (biscoitos não
recheados, pães, bolo ou cereal matinal) acompanhados
de fruta, ou suco de fruta, e de leite, ou derivado do leite,
resulta em uma dieta com maior teor de carboidratos e menor
teor lipídico, colaborando para o melhor controle
do peso corporal. De fato, a qualidade nutricional do lanche
é um fator de grande relevância. No entanto,
o hábito já tradicional de refeições
intermediárias, particularmente presente em crianças,
adolescentes e adultos jovens, está muitas vezes
associado a alimentos tipicamente consumidos como “snacks”,
produtos com grandes quantidades de gordura e/ou açúcar.
Distanciando-se desse conceito, a quarta refeição
é por definição um lanche equilibrado,
saudável e estruturado.E por que quarta refeição?Porque
quatro refeições é o mínimo
recomendado para se fracionar a dieta, no intuito de se
buscar o fracionamento ideal de seis refeições
ao dia. O total de calorias a serem ingeridas ao longo do
dia deve ser distribuído nas refeições
e nos lanches intermediários da seguinte forma:Café
da manhã: 15%
Lanche da manhã: 10%
Almoço: 35%
Lanche da tarde: 15%
Jantar: 25%
Distribuição das calorias diárias em
5 refeições
| Refeição |
%
das calorias |
1-3
anos (kcal/refeição) |
4-6
anos (kcal/refeição) |
7-10
anos(kcal/refeição) |
| Café
da manhã |
15%
a 20% |
195
– 260 |
270
– 360 |
300
– 400 |
Lanche
da manhã |
5%
a 10% |
65
– 130 |
90
– 180 |
100
– 200 |
Almoço |
30%
a 35% |
390
– 455 |
540
– 630 |
600
– 700 |
Lanche
da tarde |
10%
a 15% |
130
– 195 |
180
– 270 |
200
– 300 |
Jantar |
25%
a 35% |
325
- 390 |
450
- 540 |
500
- 600 |
O lanche é importante porque permite uma melhor distribuição
das necessidades calóricas e de nutrientes da criança
e do adolescente, o que é essencial para sua vitalidade
e disposição. Intervalos regulares de 2 a
3 horas entre refeições e lanches parecem
ser o ideal para manter constantes os níveis de glicemia,
sem grandes oscilações, permitindo que as
funções orgânicas sejam otimizadas sem
lançar mão de mecanismos de defesa. Nessas
condições, o metabolismo encontra o equilíbrio
desejado para ajustar a produção de neurotransmissores,
insulina, lipoproteínas, ajuste que reverte em melhor
disposição para as atividades diárias,
maior capacidade cognitiva, controle da saciedade e prevenção
de doenças crônicas da vida adulta.Não
se pode esquecer também que, muitas vezes, o lanche
escolar é a primeira refeição do dia
para muitas crianças, que saem de casa praticamente
em jejum e, por que não, a primeira refeição
balanceada, quer seja feita pela manhã, quer no período
da tarde.
7. Como está a situação das
cantinas nas escolas privadas?
Conforme
divulgou a revista Educação em abril
de 2002 precisamos mudar a realidade de cantinas
“FEIAS, SUJAS E MALVADAS”.
Analisando esse título, conclui-se que muitas
cantinas resolvem a parte “feia”, com
obras mirabolantes e projetos arquitetônicos
de última geração, esquecendo-se
dos outros ítens como “sujeira”
e “malvadas”. Uma boa maquiagem é
capaz de fazer milagres e parecer que os alunos
estão seguros. Porém, é bom
lembrar que a sujeira perigosa não aparece.
O que parece “limpinho” para o leigo,
nem sempre é quando analisado sob o ponto
de vista técnico. Portanto, bem mais difícil
de resolver é o “sujas”. E se
não estão limpas de acordo com as
normas e procedimentos estabelecidos por profissionais
qualificados, passam a ser “malvadas”.
“Malvadas” porque devolvem aos pais
crianças com péssimos hábitos
alimentares e formam indivíduos que dificilmente
se manterão saudáveis por muito tempo. |
|
As cantinas podem ser administradas
pela própria escola (autogestão) ou podem
ser terceirizadas. Independentemente desta condição,
cantinas, escolas e autoridades de ensino não podem
negligenciar a qualidade da alimentação oferecida,
pois é na escola que as crianças e os adolescentes
passam pelo menos cinco horas por dia, e, o que eles comem
durante esse período pode não só comprometer
o rendimento nas aulas, como também trazer prejuízos
ao seu crescimento, influenciando sua saúde para
o resto da vida.Diante disso, muitas escolas já reformularam
suas cantinas com o objetivo de melhorar os hábitos
alimentares dos alunos e, conseqüentemente, aumentar
a qualidade de vida, sem contar com a força do exemplo.É
importante ressaltar que a cantina escolar não pode
ser tratada apenas sob o ponto de vista comercial. As crianças
precisam voltar para casa como se estivessem sido alimentadas
pelas suas próprias mães. Isso porque, atualmente,
muitas famílias não conseguem desempenhar
esse papel, por vários motivos, e a escola precisa
oferecer educação e alimentação
balanceada.Por isso precisamos mudar essa realidade de cantinas
sujas, com pessoal mal treinado, vendendo somente salgadinhos
e sanduíches gordurosos, refrigerantes, guloseimas,
desvalorizando o que é saudável.
8. Qual é o custo do projeto oferecido pela Comer
e Aprender?
Como todo projeto é individualizado, a Comer
e Aprender terá uma solução para cada
escola. Daí, a importância de uma visita pessoal
da nossa equipe técnica.
Demonstraremos como o trabalho da Comer e Aprender levará
saúde e educação nutricional para seus
alunos, agregando assim valor à escola e dotando-a
de mais um diferencial a um custo bastante interessante.
Para a verificação das necessidades reais
e do estado atual do serviço prestado, é recomendável
uma consultoria para o diagnóstico do serviço
de alimentação e nutrição da
sua escola, incluindo a cantina e seus aspectos técnicos
e comerciais, lanches oferecidos às crianças,
e ações de educação que são
realizadas. Este diagnóstico é recomendável
especialmente nos casos em que você tenha empresas
ou profissionais atuando nestas áreas dentro da escola,
a fim de dar subsídios para avaliar tecnicamente
o trabalho deles, já que isto é difícil
para pessoas que não detêm conhecimento da
área. O diagnóstico será eficaz em:
• Separar cantinas que parecem “limpinhas”
aos olhos dos leigos, de cantinas realmente limpas do ponto
de vista higiênico-sanitário, de acordo com
as Leis e normas técnicas.
• Verificar se os procedimentos estão de acordo
com a legislação vigente, e se a escola está
sujeita a sanções da lei devido a problemas
verificados.
• Averiguar os hábitos que estão sendo
estimulados aos alunos através dos exemplos dados
pela escola na figura da cantina ou do fornecedor de lanches
• Conferir se os cardápios fornecidos como
balanceados e adequados cumprem com a promessa que fazem.
Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar se os cardápios respeitam as faixas
etárias e tratam cada aluno como único, personalizando
o atendimento. Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar a qualidade das ações educacionais
realizadas, assim como o resultado que tem sido obtido com
elas.
• Verificar o peso para a cantina: qualidade x lucro,
saúde x lucro
• Verificar se a qualidade geral dos serviços
prestados dá segurança suficiente à
escola para utilizá-los como ferramenta de marketing
para a conquista e manutenção de alunos.
• Realizar diagnóstico populacional da escola
e acompanhamento periódico de diagnóstico,
além de apontar as tendências que eles demonstram.Cabe
ressaltar que este diagnóstico não significa
compromisso algum em adquirir outros serviços da
Comer e Aprender.
9. Na minha escola temos kits-lanche e não
vendemos guloseimas (salgadinhos, refrigerantes, etc). Isto
não torna a minha cantina saudável?
Vale ressaltar que substituir os alimentos oferecidos
na cantina não é o suficiente para estabelecer
práticas alimentares e padrões de atividade
física saudáveis. Deve haver um conjunto de
ações: aulas sobre saúde (currículo),
aulas de educação física, programas
de orientação pedagógica, programas
de saúde para professores e funcionários,
interação entre a comunidade e a família,
serviços de saúde escolar e de alimentação
do escolar, e, por fim, seleção criteriosa
dos alimentos oferecidos na cantina. Além disso,
muitas vezes não sabemos avaliar se as substituições
realizadas na cantina estão adequadas. Por exemplo,
não surte efeito positivo tirar da venda uma coxinha
que em 100g de produto apresenta 17,5g de gordura total
e oferecer em seu lugar um croissant, que em 100g tem 17g
de gordura total, ou uma quiche, que em 100g de produto
tem 19g de gordura total. Cabe lembrar que ainda não
há a análise dos outros macronutrientes e
micronutrientes que compõem os alimentos dos exemplos.
Abaixo, veja o quadro comparativo:
| Produto |
Quantidade
(em gramas) de gordura total em 100g de produto |
Coxinha
|
17,5g |
Croissant |
17,0g |
Quiche |
19,0g |
Pastel
assado |
de
7,0g a 14,0g* |
*Dependendo da quantidade
e tipo de gordura que se utiliza na massa.
Com relação ao kit-lanche acontece a mesma
coisa. Talvez para uma pessoa que não domine a ciência
da nutrição ele possa parecer balanceado,
mas muitas vezes não o é.
Abaixo, um exemplo:
| Primeiro
Exemplo |
|
Segundo
Exemplo |
Água
de coco |
Biscoito
salgado |
Bolo
brigadeiro |
Brigadeiro |
Queijo
tipo mussarela (nozinho) |
Suco
de laranja |
Fica difícil dizer
qual é o mais saudável. Porém, fornecendo
alguns dados básicos conseguiremos avaliar:
No primeiro exemplo temos 51,00% de gordura total e 25,37%
de gordura saturada.
Já o segundo exemplo apresenta 24,00% de gordura
total e 7,49% de gordura saturada.
Portanto, qual é o lanche mais saudável?
O segundo exemplo.
Conclui-se que devido ao não conhecimento
da nutrição podemos estar fornecendo o dobro
ou triplo do que é necessário ao aluno. Isso,
multiplicado pelos anos que ele passa na escola, gera um
enorme estrago na saúde dessas crianças e
adolescentes. E o pior: isto é feito sem percebermos.
10. Como é a alimentação das crianças
e dos adolescentes que freqüentam as escolas? Quantos
são gordos ou magros?
As crianças brasileiras vêm, há
muitos anos, modificando o seu padrão alimentar.
Porém, o que infelizmente se observa é um
aumento no consumo de alimentos densamente energéticos,
como doces, salgadinhos e refrigerantes.
O lado menos saboroso da história é que esse
tipo de consumo pode gerar, a médio ou longo prazo,
uma série de problemas para a saúde.
Estudos da Organização Mundial da Saúde
(OMS) mostram que doenças crônicas, tais como
diabetes, obesidade, câncer, bem como moléstias
cardiovasculares e respiratórias, aparecem como a
principal causa de mortalidade e de incapacidade no mundo,
sendo responsáveis por 59% dos 56,5 milhões
de óbitos anuais.
Segundo os pesquisadores, uma mudança nos hábitos
alimentares já resultaria num impulso substancial
para a redução de tais taxas.
Em nosso país, o ambiente escolar, a começar
pelo serviço da cantina, tem participação
fundamental no aumento do número de crianças
obesas.
Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) indicam
que a obesidade infantil dobrou nos últimos dez anos.
A taxa atinge hoje mais de 5 milhões de crianças,
o equivalente a 15% da população brasileira
inserida nessa faixa etária.
Estudos realizados em algumas cidades brasileiras mostram
que o sobrepeso e a obesidade já atingem 30% ou mais
das crianças e adolescentes, como em Recife, alcançando
35% dos escolares avaliados. O trabalho de Leão et
al. Mostrou uma prevalência de 15,8% de obesidade
em 387 escolas de Salvador, sendo que esta foi siginificativamente
maior nas escolas particulares (30%) em relação
as públicas (8,2%). Dados semelhantes podem ser verificados
em um estudo realizado por Fisberg e equipe na cidade de
Santos, estado de São Paulo, com toda a população
(10821) de escolares da rede pública e privada, de
7 a 10 anos de idade, em que 15,7% e 18,0% apresentavam
sobrepeso e obesidade, respectivamente, sendo que os maiores
índices apareciam em escolares de instituições
privadas.
11. A Comer e Aprender faz projetos de consultoria por tempo
determinado?
A Comer e Aprender não é uma empresa
voltada exclusivamente ao fornecimento de alimentação
equilibrada. Aliado a este fornecimento, nosso objetivo
é sempre extrair destas ocasiões oportunidades
de educação e formação de hábitos
alimentares saudáveis.
Por acreditar que a educação não se
faz com uma ou duas palestras ao ano para pais ou alunos,
e sim através das ações do dia-a-dia
e da força do exemplo, nosso foco principal é
realizar projetos abrangentes.
Contudo, antes de realizar estes projetos, precisamos de
um diagnóstico que demonstre os problemas a enfrentar,
e as necessidades atuais da escola.
Para a verificação das necessidades reais
e do estado atual do serviço prestado, é recomendável
uma consultoria para o diagnóstico do serviço
de alimentação e nutrição da
sua escola, incluindo a cantina e seus aspectos técnicos
e comerciais, lanches oferecidos às crianças,
e ações de educação que são
realizadas. Este diagnóstico é recomendável
especialmente nos casos em que você tenha empresas
ou profissionais atuando nestas áreas dentro da escola,
a fim de dar subsídios para avaliar tecnicamente
o trabalho deles, já que isto é difícil
para pessoas que não detêm conhecimento da
área. O diagnóstico será eficaz em:
• Separar cantinas que parecem “limpinhas”
aos olhos dos leigos, de cantinas realmente limpas do ponto
de vista higiênico-sanitário, de acordo com
as Leis e normas técnicas.
• Verificar se os procedimentos estão de acordo
com a legislação vigente, e se a escola está
sujeita a sanções da lei devido a problemas
verificados.
• Averiguar os hábitos que estão sendo
estimulados aos alunos através dos exemplos dados
pela escola na figura da cantina ou do fornecedor de lanches
• Certificar se os cardápios fornecidos como
balanceados e adequados cumprem com a promessa que fazem.
Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar se os cardápios respeitam as faixas
etárias e tratam cada aluno como único, personalizando
o atendimento. Infelizmente, a maior parte não.
• Verificar a qualidade das ações educacionais
realizadas, assim como o resultado que tem sido obtido com
elas.
• Verifica o peso para a cantina: qualidade x lucro,
saúde x lucro
• Verificar se a qualidade geral dos serviços
prestados dá segurança suficiente à
escola para utilizá-los como ferramenta de marketing
para a conquista e manutenção de alunos.
• Realizar diagnóstico populacional da escola
e acompanhamento periódico de diagnóstico,
além de apontar as tendências.
Cabe ressaltar que este diagnóstico não significa
compromisso algum em adquirir outros serviços da
Comer e Aprender. Porém, no caso de assumirmos os
serviços da escola, a consultoria é gratuita.
12. Que tamanho de escola a Comer e Aprender está
preparada para assumir?
A experiência dos gestores da Comer e Aprender
permite assumir qualquer tamanho de escola, a partir de
200 alunos, tanto do ponto de vista técnico, como
gerencial ou financeiro. Todos os trabalhos realizados tiveram
resultados positivos sobre a educação dos
alunos, seus hábitos alimentares e sua condição
de saúde, em escolas com 200 alunos ou em colégios
com mais de 5.000 alunos, em uma única unidade ou
em várias.
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